O fotógrafo Bryan Parsley voltou à Tailândia em fevereiro de 2005.
Agora ao oeste  da Tailândia que é banhado pelo mar de Andaman, que possui águas da cor azul turquesa.
Fazia pouco mais de um mês do Tsunami ter assolado a região em 26-12-2004.
Bryan explorou a região que foi destruída pelo Tsunami, causando a morte de 300.000 pessoas, mais de 8.000 somente no sul da Tailândia.
As suas fotos retratam lugares como "PHUKET" e "KHAO LAK", locais que foram mais atingidos. Em "KHAO LAK" mais de 3.200 pessoas morreram, só numa praia.
Visitou, também, as ilhas paradisíacas de "KOH SIMILAN", "KOH SURIN" e "KOH BON".
Bryan que já realizou outras exposições sobre a Tailândia e outros países da Ásia, nesta tem como objetivo mostrar a beleza das praias e a situação da região que já está normalizada. E com isso incentivar o turismo e encorajar as pessoas a visitarem o sul da Tailândia, evitando, assim, um segundo cataclismo, já que 80% da renda dos nativos vem do turismo.

Texto - Rodrigo Ohar

 

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A Mostra "Andaman Blue" no Brasil
 

Porto Alegre - RS

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08 de junho à 08 de julho de 2005

Restaurante Koh Pee Pee
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Fone: (51) 3333.5150
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19 à 29 de agosto de 2005

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Fone: (51) 3334.4500
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São Paulo - SP


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25 de julho à 25 de outubro de 2005

Restaurante Mestiço
Rua Fernando de Alberquerque 277
Bairro Consolação - Sâo Paulo - SP
Fone: (11) 3256.3165
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O Mapa da Destruição do Tsunami
 

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Uma Incrível História de Um Sobrevivente do Tsunami

A RECOMPENSA DA BONDADE 

Muito se ouviu falar sobre o “Tsunami” que repentinamente extinguiu com milhares de vidas humanas, mas estar lá, mesmo depois de um mês e pouco, e vivenciar as histórias dos sobreviventes, me fez pensar, pensar e pensar...

“Khao Lak”, no litoral da Tailândia, mais ou menos do tamanho da praia de Imbé no Rio Grande do Sul, é muito freqüentada por alemães e suecos. Já foi uma vila de pescadores, e se desenvolveu ao longo dos anos, tornando-se um lugar com grandes Resorts, bons restaurantes e muita diversão procurada pelos europeus.
Nessa praia oficialmente morreram 3.200 pessoas, sendo 2000 desaparecidas. Além disso, pode haver milhares de imigrantes ilegais sumidos, a maioria Birmaneses, que trabalhavam na franca expansão da construção civil; número esse que nunca poderá ser confirmado.
Durante minha visita em fevereiro de 2005 (40 dias depois da catástrofe) vivenciei várias histórias, mas uma em particular me sinto na obrigação de relatar.
Jerry é um inglês que estava de férias na hora do desastre, que encontrei quando tinha retornado ao local, também 40 dias depois. Quando ele estava indo para a praia, por volta das 9 horas da manhã, muitas pessoas corriam na direção contraria, muitos ensangüentados gritando “onda grande”. Por instinto, óbvio, seguiu a multidão que se deslocou até um local mais alto (mais ou menos 30m). Chegando lá, avistou a segunda onda, agora com 10m, já que a primeira tenha 6. Nesse ponto alto, dentro da floresta, todos ficaram aguardando os próximos acontecimentos, que não sabiam quando ou como ocorreria. Entretanto, as pessoas precisavam de ajuda e se criou uma pequena clínica no local, já que havia um médico suíço entre os sobreviventes. O médico instintivamente começou a socorrer a todos, dos feridos graves aos que apenas tinham arranhões, mas que pela situação de stress e horror estavam debilitados e apavorados, precisando de atenção.
Jerry ficou ao lado do médico auxiliando no que podia. Passaram-se quase nove horas sem que o médico parasse um só minuto de atender as vítimas, nem para comer, mesmo porque não havia comida, nem água.
Já passava das 18h, quando finalmente as pessoas começaram a se deslocar acreditando que pior já havia acontecido, retornando aos destroços onde deixaram suas casas, seus pertences e, muitas vezes, suas famílias.
Enfim, quando só restava o médico, o inglês Jerry e mais ou menos uma dúzia de pessoas, o prestativo curandeiro virou-se para o ajudante Jerry e desabafou: “- Não vi minha mulher e meus filhos desde o momento do tsunami.”
Neste exato momento, ouviu-se vozes dentro da floresta em um ponto um pouco mais alto de onde eles estavam. Minutos depois apareceram várias pessoas e, dentre elas, pasmem, a família do humanitário médico, sã e salva.
Jerry ficou sem palavras pensando que grande ser humano foi o médico por optar atender aquelas pessoas que tinha certeza que poderia ajudar, em detrimento de procurar sua família, numa busca não tão certa quanto auxiliar os feridos que estavam ao alcance de suas mãos, e, muitas vezes, a própria vida deles estava, naquele exato momento, nas suas mãos.
Como se explica isso. Não se explica, não tente. A sensação que fica é da grandiosidade de se fazer o bem e a prova de que se receberá a recompensa. É o que senti, mais ainda num país onde os ensinamentos budistas pregam exatamente esse comportamento.

Texto - Bryan Parsley

 

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